Transformação digital nas cooperativas: conheça as principais tendências e novidades

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A transformação digital já é uma realidade nas cooperativas! Confira as principais tendências e impactos do movimento no cooperativismo.

A transformação digital está revolucionando diversos setores — inclusive, o cooperativismo.

Para acompanhar as mudanças do mercado, as cooperativas se mostram cada vez mais abertas para adotar recursos tecnológicos em suas rotinas e processos.

Ao aderir às novidades do meio digital, as organizações buscam se destacar em seus segmentos de atuação e garantir mais vantagens para seus cooperados.

Quer conferir as principais tendências da era digital para as cooperativas? Nos acompanhe e continue lendo!

O que é transformação digital?

De modo geral, podemos definir transformação digital como o movimento das empresas em busca de inovações tecnológicas. Ao adotarem essas tecnologias, as instituições têm o objetivo de aumentar a produtividade e potencializar seus resultados.

Na prática, a transformação digital consiste em um processo amplo, no qual os recursos tecnológicos passam a ocupar um lugar central na organização.

Nesse sentido, as empresas passam a inserir ferramentas e metodologias de análises de dados — como o Big Data, Business Intelligence (o famoso BI), People Analytics, entre outros — no novo formato de trabalho.

Ao utilizá-las em conjunto, a ideia é que essas tecnologias auxiliem no processo de decisão, elevem o desempenho da organização e ajudem a gerar mais valor para empresa.

Os 4 pilares da transformação digital

A transformação digital se baseia em quatro pilares essenciais, que representam os principais objetivos para o negócio. São eles:

  1. Melhoria da eficiência dos processos internos;
  2. Melhoria da experiência do cliente;
  3. Aumento da inovação tecnológica na organização;
  4. Geração de valor e vantagem competitiva para a empresa.

Diante disso, é possível concluir que o aumento da inovação tecnológica é o meio pelo qual a transformação digital acontece.

O resultado, dessa forma, consiste na geração de valor e no aumento da vantagem competitiva do negócio.

Quais são os impactos da transformação digital para o negócio?

Em resumo, a transformação digital traz inúmeros benefícios para qualquer negócio, impactando positivamente as empresas.

Dentre eles, podemos citar:

  • Aumento da lucratividade e produtividade;
  • Redução de custos;
  • Menos gargalos nos processos;
  • Melhoria da comunicação;

Transformação digital nas cooperativas

Segundo o Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2020, última edição da publicação anual do Sistema OCB, o Brasil possui 5.314 cooperativas ativas.

O relatório também destaca outros dados relevantes sobre o cooperativismo brasileiro em 2019:

  • 15,5 milhões de cooperados;
  • 427 mil empregos gerados;
  • 48% das cooperativas brasileiras possuem entre 20 a 40 anos de atuação no mercado;

Nesse cenário de crescimento, a transformação digital se torna um tópico importante para as cooperativas.

No entanto, como o cooperativismo brasileiro encara o tema?

Uma pesquisa da Coonecta mostra como a transformação digital, que já era relevante para as cooperativas brasileiras, ganhou ainda mais importância com a pandemia do Covid-19.

Segundo o estudo, 88% dos participantes apontaram a transformação digital como um tema de “alto grau de importância” para as cooperativas.

Já em relação à gestão interna, 56,8% dos respondentes apontaram alta dificuldade em desenvolver novos produtos e serviços adequados à realidade pós-pandemia.

Nesse contexto, alguns ramos do cooperativismo se destacaram  por adotar tecnologias digitais e apresentar um crescimento constante. Este é o caso das cooperativas de crédito, saúde e agropecuárias.

Confira mais abaixo:

Cooperativas de Crédito

Primeiramente, é importante evidenciar que a transformação digital está revolucionando o setor de serviços financeiros.

Logo, para se destacar em um mercado de inovação, as cooperativas de crédito precisam fornecer experiências superiores aos seus clientes.

No Brasil, de acordo com dados da DB1 Global Software, o número de clientes cooperados ultrapassou os 11 milhões. Deste total, 76% deles concentram-se nas cooperativas mais digitais.

Na prática, esses dados só confirmam o quanto as pessoas preferem instituições bancárias que oferecem acesso simples, rápido e fácil aos serviços financeiros.

O Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2020 também reforça esses dados. Segundo a pesquisa, para os próximos anos, haverá uma intensificação dos processos de digitalização das operações:

"A entrada em funcionamento do PIX, a implementação plena do Open Banking e a presença cada vez maior de novos entrantes no mercado financeiro exigirá das cooperativas de crédito uma grande capacidade de adaptação a esse novo modelo de interação social e negocial, preservando seus princípios e valores".

As cooperativas de crédito estão de olho nessas tendências. Além das plataformas digitais, essenciais para inovar em um mercado competitivo, as associações também estão investindo na abertura de agências sem caixa, que operam como centro de atendimento aos clientes.

Cooperativas de Saúde

Assim como as de crédito, as cooperativas de saúde estão adotando novas tecnologias.

Como exemplo, podemos citar a implantação de robôs que identificam, por meio de inteligência artificial, o agravamento clínico em pacientes internados na unidade hospitalar.

Além disso, outra novidade é o uso de plataformas de Big Data com inteligência artificial. Por meio delas, é possível analisar dados e determinar uma aplicação mais assertiva dos recursos.

No entanto, dentre todas essas tecnologias, não podemos deixar de destacar a implantação da telemedicina.

Com a pandemia e as medidas necessárias de distanciamento social, essa modalidade de trabalho permite que o médico cooperado conecte-se com o paciente para consultas de forma 100% online, em um ambiente seguro, que garanta a privacidade das informações.

De forma complementar, como parte desse processo de adaptação, algumas cooperativas adotaram em seus sites uma assistente virtual, que esclarecia dúvidas sobre o novo coronavírus. O intuito era fornecer informações e auxiliar pacientes que possuíam fatores de risco e suspeita de Covid-19. Assim, ficava mais fácil saber em qual momento é necessário buscar atendimento médico.

Cooperativas agropecuárias

A tecnologia é o fator que mais influencia o aumento da produção agrícola.

Foi a essa conclusão que o livro Uma jornada pelos contrastes do Brasil: cem anos do censo agropecuário, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), chegou. De acordo com o artigo Inovação e expansão agropecuária brasileira, a tecnologia aumenta a renda bruta e auxilia na redução do custo de produção agrícola.

No contexto das cooperativas, a tecnologia também se mostra relevante. O Anuário do Cooperativismo Brasileiro 2020 destaca que o processo de transformação digital, em constante aceleração, será um desafio importante para as associações nos próximos anos.

"Em um ambiente mais competitivo, a agregação de tecnologias em todas as etapas do processo produtivo será um diferencial concorrencial nos próximos anos. Apesar de o agronegócio já estar inserido neste contexto, existem ainda gargalos a serem superados para um desenvolvimento mais amplo, a exemplo da expansão da conectividade no campo".

Startups do agronegócio

Nesse cenário, é importante destacar a força das startups do agronegócio. Com serviços para toda a cadeia, essas empresa têm colaborado para a aceleração da transformação digital na área, com soluções como:

  • Detecção online das condições dos animais;
  • Monitoramento da engorda;
  • Rastreio;
  • Monitoramento do clima;
  • Análise de características do solo;
  • Identificação sobre quantidade e aplicação de insumos.

Diante dessa realidade, o papel das cooperativas agropecuárias é, justamente, intermediar o acesso dos produtores às novas tecnologias. Dessa forma, as associações podem ajudar seus cooperados a identificar qual solução é mais vantajosa e melhor atende suas necessidades.

Além disso, as cooperativas também podem ajudar startups e empresas de tecnologias a desenvolverem novas ferramentas. Afinal, as associações sabem quais são as necessidades do homem do campo e podem interligar os seus dados com empresas de tecnologia.

Como implementar a transformação digital nas cooperativas?

A transformação digital nas cooperativas pode elevar o potencial das instituições a outro patamar, com resultados positivos para o negócio.

Confira a seguir algumas das tendências que podem ser exploradas pelas cooperativas!

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Uso de plataformas online

No mundo dos smartphones, tablets e da internet móvel, é importante que as cooperativas possuam presença online.

Além de um site com as principais informações da associação, também é possível oferecer outros serviços, tanto para os cooperados como para os clientes.

Para disponibilizar essas soluções, bem como canais de comunicação, pode se optar por desenvolver ou contratar plataformas onlines. O importante é que elas atendam as necessidades das cooperativas, cooperados e clientes, bem como facilitem o acesso aos serviços por meio de dispositivos móveis.

Cadastro digital

Mais do que disponibilizar uma plataforma online para quem já é cliente, há cooperativas que possibilitam a adesão de novos cooperados por meio da internet.

Nesse caso, o cadastro será concluído após o envio de uma série de documentos, que irão para a análise da associação.

Automação de processos

Em síntese, para as cooperativas que buscam a transformação digital, é fundamental investir em automatização.

Uma alternativa, por exemplo, é a adoção de um software de gestão que ajude a automatizar as tarefas e aumentar a produtividade. Desse modo, é possível ter uma rotina mais ágil e conquistar melhores resultados.

Além da gestão, outra área que pode ser automatizada é a de atendimento ao cliente.

No caso, a digitalização ocorre com o uso de “assistentes virtuais”, conhecidos como chatbots. Assim, por meio da inteligência artificial e machine learning, é possível treinar os “robôs de conversação” para dialogar com os clientes, tirar dúvidas e orientar na resolução de seus problemas. Como resultado, o atendimento se torna mais ágil.

Outra vantagem é que os assistentes virtuais estão disponíveis 24 horas e sete dias por semana — ou seja, sempre que o cliente precisar.

Quando o a pessoa realizar o contato, mesmo que seu problema não possa ser solucionado pelo chatbot, já ocorre o encaminhamento da questão para o suporte com atendentes humanos.

Blockchain

Uma das principais tendências dos últimos anos, o blockchain proporciona um altíssimo nível de segurança nas interações digitais.

Em síntese, a tecnologia blockchain é um sistema armazena as informações em blocos. A cada alteração feita em um arquivo, é construído um novo bloco, que contém os dados do bloco anterior mais o hash, um código com letras e números que representa os dados inseridos na transação.

Assim, a cada alteração, é construído um novo bloco, que se liga ao anterior, formando uma cadeia de blocos.

Além disso, o blockchain possui uma estrutura descentralizada. Nela, os dados são divididos em centenas de computadores que fazem parte da rede, que possibilita a formação da cadeia de blocos.

Desse modo, ao proteger as informações de alterações e acesso de pessoas não autorizadas, o blockchain pode ser um grande aliado da digitalização dos serviços das cooperativas. Afinal, com a tecnologia, é possível proteger, com muito mais confiabilidade, os dados dos clientes e cooperados quando eles utilizam as soluções online da associação.

Assinatura eletrônica e digital

No dia a dia das cooperativas, existe uma série de documentações que exigem a formalização das partes com a assinatura.

Assim como outros processos, essa rotina de contratos e documentos também pode ser digitalizada com o uso da assinatura eletrônica e digital.

Antes de explicarmos como elas funcionam, precisamos deixar claro: assinatura eletrônica é gênero, na qual existem duas modalidades — a digital e a eletrônica.

Assinatura digital

A assinatura digital utiliza criptografia assimétrica, por meio do certificado digital. Esta identidade eletrônica é emitida por uma Autoridade Certificadora e deve seguir o padrão definido pela Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil).

Cada certificado digital é composto por uma chave privada e uma chave pública. A primeira é composta por um conjunto de códigos criptografados e de conhecimento exclusivo do usuário. A partir dela, é possível codificar e identificar o autor do arquivo.

A chave pública, por sua vez, deriva da chave privada. Com ela, é possível autenticar a assinatura digital, pois somente a chave pública é capaz de decodificar a chave privada.

Assinatura eletrônica

Já a assinatura eletrônica é uma modalidade mais simples. Podemos defini-la como qualquer forma de identificação eletrônica na qual se utilizam um conjunto de dados (como nome, CPF, e-mail, entre outros) e evidências digitais, previamente definidos pelas partes envolvidas no contrato. 

Diferente da assinatura digital, a assinatura eletrônica não necessita de um certificado digital.

Ambas as modalidades possuem validade jurídica, conforme a MP nº 2.200-2001.

Sendo assim, a assinatura eletrônica é uma excelente forma da cooperativa agilizar os processos, reduzir gastos, ganhar tempo e gerenciar documentos com mais eficiência e rapidez.

Conclusão

E aí, conseguiu entender como a transformação digital funciona?

Para o cooperativismo, a digitalização é uma oportunidade de escalar, mais rapidamente, os negócios dos associados.

Além disso, a transformação digital também é uma forma de gerar mais valor às cooperativas, de forma sustentável e inovadora.

Cada ramo de cooperativa possui suas particularidades quanto às soluções que podem adotar.

Na área da saúde, por exemplo, vimos a importância que a telemedicina ganhou com a pandemia do Covid-19. Já no ramo agropecuário, o destaque é das soluções que auxiliam o produtor rural a melhorar a produtividade de sua lavoura.

Outras soluções, no entanto, já possuem uma adesão mais ampla das cooperativas, independente de qual ramo elas sejam.

É o caso, por exemplo, do atendimento virtual, que agiliza o suporte ao cliente. Outro destaque são as assinaturas eletrônicas, disponibilizadas por plataformas como a Assinei, que agilizam a rotina das documentações e contratos.

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Até a próxima!

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