O que é um contrato? Tipos, características e como fazer

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Entender o que é um contrato é fundamental para garantir segurança nas relações comerciais e pessoais. Seja na prestação de serviços, compra e venda ou parcerias empresariais, o contrato formaliza acordos e estabelece direitos e obrigações entre as partes.

Um contrato bem estruturado evita ambiguidades, reduz disputas e estabelece regras claras para o cumprimento das obrigações.

Neste artigo, você vai compreender o que é um contrato, como funciona, quais são seus elementos essenciais e por que ele é indispensável.

Acompanhe a seguir!

O que é um contrato?

Um contrato é um acordo de vontades entre duas ou mais pessoas que cria, modifica ou extingue direitos e obrigações. Na prática, é um documento protegido por lei, que estabelece um compromisso formal de cumprir o que foi combinado.

Quais são os elementos essenciais do contrato?

Para que o contrato seja válido, a lei exige alguns elementos essenciais como:

  • Agentes capazes: as pessoas envolvidas devem estar em pleno uso de suas faculdades mentais e ter idade legal para assinar o documento;
  • Objeto lícito e possível: o que está sendo combinado deve ser legal. Você não pode fazer um contrato para algo proibido por lei ou fisicamente impossível de realizar;
  • Consentimento livre: as partes precisam concordar com os termos por vontade própria, sem serem enganadas ou forçadas;
  • Forma prescrita ou não defesa em lei: alguns contratos exigem escritura pública (como a compra de um imóvel), enquanto outros podem ser apenas verbais ou elaborados de forma simples.

Quais são as características de um contrato?

Em geral, as características de um contrato definem como ele funciona e qual é a sua natureza jurídica. Nesse sentido, elas servem para identificar o equilíbrio de obrigações entre as partes e como o acordo deve ser executado.

Confira as principais características de um contrato:

  • Bilateral: gera obrigações para todos os envolvidos. Na compra de um carro, você tem o dever de pagar e o vendedor tem o dever de entregar o veículo;
  • Unilateral: apenas uma das partes assume obrigações. Um exemplo comum é a doação pura, onde apenas o doador se compromete a entregar o bem;
  • Oneroso: ambas as partes buscam uma vantagem e aceitam um sacrifício patrimonial (ex: pagar por um serviço);
  • Gratuito: apenas uma das partes obtém vantagem, enquanto a outra arca com o custo (ex: um empréstimo gratuito de um objeto, chamado de comodato);
  • Consensualismo: o contrato se torna válido no momento em que as partes chegam a um acordo de vontades;
  • Comutativo: as prestações são certas e equivalentes. Você sabe exatamente o que vai receber e o que vai pagar desde o início;
  • Aleatório: envolve risco. O valor ou a existência da prestação depende de um evento incerto no futuro (ex: contratos de seguro ou venda de colheita futura);
  • Autonomia da vontade: permite que você e a outra parte decidam livremente o que escrever no documento, desde que não desobedeçam à lei.

Qual a importância de um contrato?

A princípio, o contrato serve para trazer segurança jurídica. Afinal, ele documenta as regras da relação entre as partes. Desse modo, se alguém descumprir o que foi estabelecido,o documento serve como prova para a parte prejudicada buscar reparação ou o cumprimento da obrigação.

Vale ressaltar que embora contratos verbais tenham validade jurídica em muitos casos, ter um documento que formaliza o acordo é a prova mais segura de registrar o que foi decidido.

No Brasil, o Código Civil é a principal norma que regula como os contratos devem ser feitos e interpretados.

Quais são os tipos de contratos mais comuns?

No dia a dia, os contratos servem para formalizar trocas de bens, serviços ou o uso de propriedades. Sendo assim, eles variam conforme a finalidade e as obrigações de cada lado.

Veja os principais tipos de contratos a seguir:

1. Compra e venda

É o contrato mais utilizado. Uma das partes se obriga a transferir o domínio de um objeto (carro, imóvel ou mercadoria) e a outra se obriga a pagar um preço determinado em dinheiro.

2. Prestação de serviços

Envolve qualquer atividade lícita, material ou imaterial, realizada mediante pagamento. Nesse sentido, é comum em trabalhos de consultoria, reformas domésticas ou serviços de TI.

No entanto, é importante destacar que não há vínculo empregatício (subordinação e cumprimento de horário fixo), apenas a entrega do serviço contratado.

3. Locação (aluguel)

No contrato de locação, uma das partes cede à outra, por tempo determinado ou não, o uso e gozo de uma coisa não fungível (que não pode ser substituída por outra da mesma espécie, como uma casa ou um apartamento), mediante pagamento de aluguel.

4. Empréstimo

O contrato de empréstimo divide-se em duas categorias principais:

  • Comodato: empréstimo gratuito de coisas que não podem ser substituídas (ex: emprestar um livro ou um imóvel para alguém morar por um tempo);
  • Mútuo: empréstimo de coisas que podem ser substituídas por outras do mesmo gênero, qualidade e quantidade (ex: dinheiro).

5. Contratos de adesão

Este é um formato muito comum em serviços de internet, bancos e luz. No contrato de adesão, as cláusulas são aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente por uma das partes.

Sendo assim, você não discute o conteúdo, apenas aceita ou não o que está escrito.

O que é e como funciona o contrato digital?

Um contrato digital é um acordo de vontades elaborado, assinado e armazenado em meio eletrônico. Na prática, ele tem a mesma validez jurídica do contrato de papel, desde que siga as normas de segurança e autenticidade previstas na legislação.

No Brasil, a validade desses documentos é garantida principalmente pela Medida Provisória (MP) nº 2.200-2/2001 e pela Lei nº 14.063/2020.

Como ele funciona na prática?

O funcionamento baseia-se na substituição da caneta e do papel por tecnologias de identificação. O processo geralmente segue este fluxo:

  1. Elaboração: o documento é criado em formato digital;
  2. Plataforma de assinatura: o arquivo é enviado para uma plataforma que gerencia o fluxo de assinaturas;
  3. Identificação: as partes recebem um link do contrato por e-mail ou SMS. A plataforma coleta evidências da identidade, como endereço IP, geolocalização, foto ou código de segurança;
  4. Assinatura: o usuário clica em um botão ou desenha a assinatura na tela para formalizar o aceite;
  5. Armazenamento: o contrato fica guardado na nuvem, com um selo de integridade que impede qualquer alteração posterior no texto.
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Como criar um contrato digital?

Criar um contrato digital é um processo simples que substitui a impressão e a assinatura física por ferramentas de autenticação eletrônica. Para que ele tenha validade jurídica, você deve seguir algumas etapas fundamentais.

Confira:

1. Elaboração do documento

O primeiro passo é escrever o texto do contrato em um editor comum (como Word ou Google Docs) ou elaborá-lo diretamente em uma plataforma especializada em contratos e assinaturas eletrônicas.

  • Defina as partes (nome, CPF/CNPJ, endereço);
  • Descreva o objeto (o que está sendo contratado);
  • Estabeleça valores, prazos e multas.

2. Escolha uma plataforma de assinatura

Existem diversas empresas especializadas que gerenciam o fluxo de assinaturas e garantem a validade jurídica (coletando IP, geolocalização e data/hora).

Na Assinei, você elabora, assina, gerencia e armazena seus contratos de forma prática e segura, com garantia de validade jurídica.

3. Especifique os valores e cláusulas de reajustes

No caso de prestação onerosa, é importante informar de forma explícita quais são os valores e a periodicidade de pagamento.

Essas informações são necessárias pois dizem respeito à contraparte financeira a ser recebida pelo serviço.

Desse modo, também é fundamental comunicar os índices que nortearão reajustesposteriores, como cálculos percentuais do valor total e taxas de inflação.

4. Descreva as obrigações e direitos de cada parte

Além de descrever o objeto do contrato, é preciso especificar quais são os direitos e deveres de ambas as partes nesta relação jurídica.

Portanto, é imprescindível que as descrições do documento sejam claras. Assim, é fácil identificar e delimitar quais são as obrigações de cada parte.

5. Defina instrumentos de medição de desempenho

Em alguns tipos de contrato, pode ser necessário definir instrumentos de medição de desempenho.

Nesses casos, além dos outros elementos, também é preciso informar, no documento, quais serão esses indicadores.

Um tipo de contrato que exige esses medidores é o de prestação de serviços terceirizados pelos órgãos públicos.

Neste tipo de contrato, utiliza-se o Instrumento de Medição de Resultado (IMR), um mecanismo que define os níveis esperados de qualidade da prestação de serviço e respectivas adequações de pagamento.

6. Estabeleça o tempo de contrato e as cláusulas de cancelamento/alteração

De modo geral, o prazo de duração do contrato pode seguir, de forma livre, o prazo definido entre as partes.

Entretanto, há alguns contratos que por lei não podem se prolongar além de um certo período.

É o caso, por exemplo, do contrato de prestação de serviços — de acordo com o Código Civil, o prazo de duração deste acordo não pode ultrapassar quatro anos.

Por isso, não se esqueça de estabelecer o tempo de contrato e as cláusulas de cancelamento e alteração.

Ademais, é importante lembrar da previsão de sanções, como multas ou a extinção unilateral do contrato, em caso de descumprimento.

Como a Assinei pode te ajudar?

A Assinei é uma plataforma especializada na gestão do ciclo de vida de documentos e assinaturas eletrônicas voltadas ao agronegócio. Isso significa que ela cuida do contrato desde o momento em que ele é elaborado até o arquivamento.

Na prática, a Assinei funciona de duas formas principais:

1. Criação do contrato

Você não precisa apenas subir um arquivo pronto. A plataforma permite:

  • Modelos personalizados: você pode criar ou utilizar os modelos de contratos e documentos. Assim, fica muito mais fácil configurar e personalizar o documento antes de enviar para assinatura;
  • Preenchimento automático: o sistema usa dados cadastrados para preencher as informações das partes, economizando tempo e evitando erros de digitação.

2. Formalização (assinatura)

Após criar o documento, a Assinei cuida da coleta das assinaturas digitais ou eletrônicas:

  • Assinatura eletrônica: identifica o assinante por e-mail, IP da máquina, geolocalização e tokens (código enviado por SMS);
  • Assinatura digital (ICP-Brasil): utiliza certificados digitais (e-CPF ou e-CNPJ) para casos que exigem o nível máximo de segurança e validade jurídica.

Conclusão

Compreender o que é um contrato é o primeiro passo para garantir relações mais seguras e transparentes. Ao formalizar direitos e deveres, o contrato protege as partes e reduz riscos de conflitos.

Vale lembrar que um contrato bem estruturado evita ambiguidades, reduz disputas e estabelece regras claras para o cumprimento das obrigações. Por isso, antes de firmar qualquer acordo, é fundamental analisar as cláusulas contratuais com atenção e buscar orientação quando necessário.

Quer começar a utilizar os contratos digitais nas suas negociações?

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